é bom observar a própria vida como espectador vez ou outra, avaliar o todo, as fases (e poder pensá-la é um lembrete de que não só a infância, mas a adolescência também já passou… e mais…). mas o melhor não é parar e rever a vida, é ser forçado pela vida a parar e rever, reviver.
há pouco, por exemplo, ao fim do capítulo in translation, de lost, lembrando do (talvez) melhor show da minha vida – ramones no parque da gameleira (um post exclusivo sobre esse dia no futuro) – revendo, atrás dos meus olhos, as pessoas fugazes, sofrimentos inquebráveis e alegrias doídas que alicerçam a alma (ando até acreditando, de verdade, que tenho uma), fui seqüestrado por um sentimento espesso, crostas terrestres se acomodando por milênios, uma profunda e escura claridade, das que não se controla. essa alma que, talvez doente, talvez em defesa, muitas vezes me derrubou, mais uma vez se curando, essa luz escura tomando o corpo, o passado se regenerando, se recriando, se presentificando.
pensar não importa.
Arquivado em: o estrangeiro
anderson, meu filho: você é que anda muito sofisticado… que é “asceclas”?… nem o houaiss me ajudou nessa! é mais um risarranho seu?
bom: espero te encontrar hoje lá. se não der, marcamos um mergulho na bienau.
beijim.
gentil, vc. “asceclas” é erro de ortografia mesmo. o correto é: “asseclas”. se o houaiss não sabe, joga no nosso grande irmão google (aliás, post a respeito em breve). absão
meu deus, alguém que esteve na gameleira e viu ramones e sepultura, pensei que eu era única remanescente dessa geração. ah! valeu pela visita lá no nimbo…lisonjeada pelo coment.
bj,